Você sabia que existem aves capazes de viver até 80 anos? Papagaios, araras e cacatuas costumam alcançar essa idade quando recebem os cuidados certos em cativeiro.
Essas espécies têm potencial para superar 60 anos e, com alimentação, abrigo e acompanhamento veterinário, não é raro ver casos de 80 anos.

Se você gosta de aves de vida longa, vai descobrir aqui o que contribui para essa longevidade. Também vai conhecer as espécies mais comuns e os cuidados essenciais antes de adotar uma delas.
Quer entender como garantir bem-estar e muitos anos de vida a essas aves? Fica por aqui.
Características e Longevidade das Aves que Vivem até 80 Anos
Já se perguntou por que algumas aves vivem tanto tempo? Papagaios, por exemplo, têm fama de longevos, e o sexo ou espécie podem mudar aparência e comportamento.
Essas diferenças afetam não só o visual, mas também os cuidados e a saúde ao longo da vida.
Por que algumas aves podem viver tanto tempo?
A fisiologia dos psitacídeos é um fator importante para a longevidade. Papagaios como a Amazona aestiva têm metabolismo eficiente e pais que cuidam dos filhotes por bastante tempo, o que diminui riscos quando jovens.
Ossos leves e um sistema respiratório eficiente também ajudam a aumentar a resistência dessas aves.
Do ponto de vista genético, espécies que se reproduzem menos acabam investindo mais em manutenção corporal e reparo celular. Em cativeiro, uma dieta equilibrada, vacinação e visitas regulares ao veterinário fazem diferença.
Evitar estresse, oferecer estímulo mental e prevenir doenças são pontos que não dá pra ignorar.
O ambiente tem peso nisso tudo. Na natureza, predadores e perda de habitat limitam a vida das aves.
Já em casa, os riscos diminuem, mas você precisa garantir nutrição, enriquecimento e espaço para que possam voar ou se exercitar.
Expectativa de vida de papagaios e espécies relacionadas
Papagaios variam bastante: alguns vivem só 20 anos, outros chegam a incríveis 60 ou até 80 anos. O papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), por exemplo, costuma passar dos 60 anos, e há relatos de aves que atingiram 80 em cativeiro.
Cacatuas e araras também são conhecidas por sua longevidade. O tamanho, a genética, a alimentação e o ambiente influenciam bastante nesses números.
Exemplos de expectativa média:
- Psitacídeos pequenos: 15–30 anos.
- Médios (Amazona): 40–70 anos.
- Grandes (aras): 50–80 anos.
Pensando em ter um papagaio? É compromisso pra décadas. Veterinário, alimentação variada (frutas, verduras, ração), convívio e estímulos são essenciais para uma vida longa.
Dimorfismo sexual e diferenciação entre espécies
Nem todo papagaio mostra diferença clara entre macho e fêmea. Muitas espécies de Amazona têm machos e fêmeas quase idênticos, então só exame genético ou análise do comportamento resolve.
Em outros psitacídeos, dá pra notar diferenças no tamanho, cor das penas ou formato do bico. Vale observar:
- Plumagem: às vezes muda um pouco entre os sexos.
- Tamanho: machos podem ser maiores.
- Comportamento: em certas épocas, machos ficam mais territoriais ou barulhentos.
Saber a espécie e o sexo ajuda no manejo e na saúde. No caso do papagaio-verdadeiro, peça sexagem por DNA se quiser ter certeza.
Veterinários de aves e criadores experientes também conseguem ajudar a diferenciar espécies de psitaciformes.
Espécies Famosas e Cuidados Essenciais com as Aves de Longa Vida
Papagaios, araras e periquitos estão entre as aves que podem viver décadas. Mas não basta só querer: elas precisam de espaço, dieta adequada e proteção contra tráfico e destruição de habitat.
Principais espécies de papagaios, araras e periquitos
Entre as mais populares, estão papagaio-verdadeiro (Amazona), arara-canindé, arara-azul-grande, arara-vermelha e arara-militar.
Nos periquitos, aparecem o periquito-de-colar, tuins, jandaias e agapornis. Calopsitas, cacatuas e até papagaios albinos são pets comuns, mas cada um tem suas manias e necessidades.
Araras vivem em regiões como Amazônia, Pantanal e Cerrado. Algumas também aparecem na Bolívia, Paraguai e Argentina.
Papagaios e periquitos variam muito em tamanho e comportamento. Araras grandes precisam de gaiolas enormes e voos diários.
Periquitos, por outro lado, precisam de convívio e brinquedos para não ficarem estressados.
Cuidados diários para garantir saúde e longevidade
A alimentação deve ser variada: sementes de boa qualidade, ração balanceada, frutas e legumes frescos. Evite exagerar em sementes oleaginosas e nunca ofereça alimentos tóxicos como abacate.
Água limpa precisa estar sempre disponível.
Ofereça enriquecimento: poleiros de tamanhos variados, brinquedos resistentes e tempo de voo supervisionado. Socialize a ave todos os dias—papagaios e araras criam laços fortes e se sentem mal se ficarem isolados.
Leve ao veterinário especializado em aves pelo menos uma vez por ano. Vacinas podem ser recomendadas dependendo da região.
Higiene é fundamental: limpe a gaiola com produtos seguros e evite fumaça ou sprays perto da ave. Proteja-a de cães e gatos durante o tempo solto pela casa.
Fique de olho em sinais de doença: perda de apetite, penas eriçadas ou mudança de comportamento são sinais de alerta.
Legalização, meio ambiente e combate ao tráfico ilegal de aves
Antes de decidir ter um pet, é fundamental checar a documentação do IBAMA. Também vale pedir as notas fiscais que comprovem a origem legal da ave.
Comprar aves sem esses documentos só alimenta o tráfico ilegal de animais silvestres. Isso coloca várias espécies em risco, infelizmente.
Sempre exija registro e notas para araras, papagaios e periquitos vendidos como animais de estimação. Não custa ser insistente nessas horas.
A perda de habitat por desmatamento na Amazônia, Pantanal e Caatinga também complica tudo. Esses problemas reduzem locais de reprodução e alimento para as aves.
Apoie projetos que protegem florestas e áreas de reprodução para a arara-azul-grande e a arara-vermelha. Se perceber tráfico ilegal, denuncie às autoridades.
Evite comprar aves capturadas na natureza. Sério, vale a pena pensar duas vezes.
Você pode colaborar adotando responsabilidade. Escolha aves de criadouros legais e procure se informar sobre a espécie.
Participar de ações locais de preservação da biodiversidade faz diferença, mesmo que pareça pouco.